18 de julho de 2010

Calvin

"Calvin"
Acrílica sobre porcelana não esmaltada - 18/07/2010

"O problema das pessoas é que elas são apenas humanas"
Calvin | Bill Waterson

"Nossa alma cresce e amadurece assim como se expande um jardim.
São Flores das mais variadas, que vamos cultivando ao longo de nossas existências, conquistas sutis, as vezes imperceptíveis, mas sempre de grande valor.
As flores são únicas, mesmo se reciclando nunca se repetem, em nenhum dos infinitos jardins que existem.
Os perfumes, a medida que as flores se desenvolvem, ganham sons e cores, trazem sempre as memórias do jardineiro que a criou e plantou.
Alguns poucos amigos são mais que flores, nos universos de cada alma são floristas, transformam os jardins em recantos de sabedoria."
"Eu" - 17/06/2010

Fazia um tempão que não colocava um texto meu aqui.

10 de julho de 2010

Flôr

"Menina bordada de flor" - Pastel oleoso e nanquím sobre Canson

"Menina bonita bordada de flor
Eu vi primeiro
Todo encanto dessa moça
Todo encanto dessa moça
Vai ver era só dizer a ela assim:
-Oi Moça, por favor, cuida bem de mim"

Marcelo Camelo - Menina Bordada

1 de julho de 2010

Aquário voador

"Aquário voador" - 30/06/2010
Pastel Oleoso sobre papel paraná - 36cmX44cm

"Que me desculpem os apáticos,
Não tenho medo de sentir.
Eu sinto muito..."
(Ana Jácomo)

Os limites de nossos aquários, de nossa imaginária liberdade que vive presa.



"A pior consequência da falta de autonomia é medir o valor pessoal pela avaliação que as pessoas fazem de nós. Por medo de rejeição, em muitas situações, agimos contra nossos sentimentos apenas para agradar o outro e sentirmo-nos incluidos, aceitos. Quando não amamos a nós mesmos, vivemos a mercê da influência dos palpites e reprimendas, creditando que a aprovação alheia é mais importante que a aprovação interior"
Ermance Dufaux


11 de junho de 2010

São Salvador

Fotografia (Nikon D60, sem edição)
Farol da Barra - Salvador Bahia - Brasil
Maio/2010

"Sonho não se dá, é botão de flor"
Rodrigo Amarante


Baiana que entra no samba e só fica parada
Não canta, não samba, não bole nem nada
Não sabe deixar a mocidade louca.

Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira
Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
Deixando a moçada com água na boca.

A falsa baiana quando entra no samba ninguém se incomoda
Ninguém bate palma, ninguém abre a roda
Ninguém grita ôba, salve a Bahia, Senhor!

Mas a gente gosta quando uma baiana quebra direitinho
De cima embaixo revira os olhinhos
E diz eu sou filha de São Salvador!

[Falsa Baiana - Geraldo Pereira]

11 de maio de 2010

E fiz chover luz...

"Para Mondrian" - Dezembro/2009
Fotografia (Nikon D60) - Longa exposição, pequena abertura, sem edição.

"Sou uma chama acesa,
e brilho e rebrilho toda essa escuridão"
Clarice Lispector

Essa foto ai foi surgiu de uma brincadeira minha e do maninho com os fogos de natal, foram vários experimentos, este foi o mais bonito. Ao fundo, do lado direito há uma pintura que fiz em julho/2009 com Spray e latex, uma releitura do Piet.



2 de maio de 2010

Ponta de areia



"Confusões organizadas" - Nanquím sobre papel Canson - A4


"Eu vejo aquele rio a deslizar
O tempo a atravessar meu vilarejo
E às vezes largo
O afazer
Me pego em sonho
A navegar..."
[Chico Buarque]

Exalto-me
Energia que flui aos saltos e sorrisos
Transforma meu pranto em canto
consola minha saudade
É pura e passa por mim, faz de mim ferramenta
É como unir-se a sí mesmo.


20 de abril de 2010

"De Qué Callada Manera"

"O resgate do jardineiro no brejo da cruz"
Técnica mista sobre Canson - A3


"De que calada maneira
Você chega assim sorrindo
Como se fosse a primavera
Eu morrendo
E de que modo sutil
Me derramou na camisa
Todas as flores de abril"
[Pablo Milánes / Chico Buarque]


Não muito relacionado com as coisas ai em cima, mas que muito me desperta novos ares e inspirações, coloco aqui um trecho de "Quarto de bdaluques XXX" do Rubem Alves:

Meus filhos, eu os abençôo: Aos pais eu faço a sugestão de que nesse dia a eles dedicado leiam a página de Gibran Khalil Gibran no seu livro O Profeta, com o título “Os filhos”. “Vossos filhos não são vossos filhos. Eles vêm através de vós mas não são de vós, e apesar de estarem convosco não vos pertencem. Sois os arcos dos quais seus filhos, como flechas vivas, são arremessados na direção do alvo que o arqueiro vê no infinito.” Uma vez disparada, a flecha voa para longe do arco que fica, vazio... A imagem é linda. Mas não me parece que seja totalmente verdadeira. E isso porque a flecha, ainda que não atinja o alvo, vai sempre na direção do alvo que o arqueiro viu. Sugiro, então, uma alteração: “Vossos filhos são flechas que, uma vez disparadas, se transformam em pássaros que voam para onde querem e não na direção do alvo que o arqueiro viu.” Ser pai é alegrar-se com o vôo do pássaro, livre, para longe, numa direção não sonhada. Se eu tivesse voado na direção do alvo que meu pai viu eu seria um engenheiro, talvez um médico. Pode até ser que eu tivesse atingido sucesso profissional e tivesse me tornado um homem rico. Mas minhas asas me levaram para um lugar que nunca passou pelos seus sonhos, e nem mesmo pelos meus... Nunca imaginei que seria escritor. Parece que as asas sabem mais sobre as direções da alma que nossos pensamentos. E estou contente. E nesse dia abençôo meus filhos nos seus vôos.

É isso.