12 de agosto de 2011

E no meio do antagonismo, o caminho.

Jardim botânico, Curitiba - PR, Julho/2011



Sempre aquilo que aparenta ser antagônico, possui um caminho. Que fica bem no meio, as vezes mais pra um lado do que pro outro, mas a escolha não é absolutamente uma coisa ou outra. Esse caminho aliás é sempre um pouco de um e do outro, nossas escolhas não são só isso ou aquilo porque somos seres humanos, tristes e alegres, irritados e calmos, explosivos e harmonizados. Sempre "e", tá ai o teatro, o bom e velho Yin-Yang e tantas outras representações e simbologias pra nos mostrar isso.
São as forças complementares que estão em tudo e todos.
Nas trilhas da vida, frequentemente, muito mais do que diariamente (praticamente em todos os momentos) fazemos escolhas, só nos damos conta disso quando se tratam das mais complexas e consequentemente mais direcioandoras do nosso caminho aqui e agora. Sempre trazem as consequencias, que nos agradam ou desagradam - e ainda acho que isso está ligado a nossa harmonia com o cosmos e com o Universo, pois só nos frustramos quando não escolhemos o caminho que a vida nos pediu, se estivermos em harmonia portanto, faremos as escolhas que a vida nos pede e não o que racionalmente queremos - e daí as frustrações, os desânimos e em segundo momento, se formos corajosos e persistentes as mudanças e as satisfações.

Em harmonia ou não, estamos aqui pra aprender, nada é definitivo. O universo do efêmero, das constantes mudanças e dos infindáveis estados da alma nos permitem sempre mudanças e renovações, se você não está satisfeito, não tenha medo de mudar, o bem estar está sempre a bater na sua porta, e satisfeito ou não, viva tranquilamente. As coisas vão acontecendo e se desdobrando a todo instante, estar sempre disposto a relações e acontecimentos positivos em todos os sentidos e para todos os lados é a chave da tranquilidade.



9 de agosto de 2011

26 de julho de 2011

O Inferno pra outro lugar

"Subo nesse palco, minha alma cheira a talco
Como bumbum de bebê, de bebê
Minha aura clara, só quem é clarividente pode ver"

Alguns espíritos fazem questão de que sua passagem na terra seja repleta de acontecimentos marcantes para a sociedade como coletivo, são os tais 'fueguitos' que o Galeano conta no vídeo abaixo. E o fazem não porque querem ou por orgulho, mas porque já são luminosos demais pra passarem batidos. Estão por todos os cantos, e com ou sem projeção midiática (evidentemente que a maioria deles o coletivo nem conhece) revelam cores antes não imaginadas, belezas antes não pensadas, promovendo avanços e estímulos grandiosos. Alguns muitos se perdem (mergulhar nesse mar superdenso aqui de fato não é tão simples) mas outros se revelam e fazem 'brilhar a vossa luz'. Gil ao meu ver é um desses que é estrela e 'brilha e rebrilha essa escuridão'. Muito além da beleza estética, das reflexões diversas e novos pontos de vista para se ver e sentir, traz na sua obra (e que vasta obra...) uma certa leveza que não encontro tão facilmente nos novos ou velhos da mpb, uma coisa de conseguir elevar com alegria que é mais presente nas músicas regionais ou até mesmo no samba. E olha que não são em poucas músicas, falo de bastante coisa na sua obra (claro que ainda conheço muito pouco dela, enfim), porque isso está contido nele, é dele.
E ainda mais, além de prosseguir realizando na música, ele já espalhou isso por muitos outros campos, o mais recente é sem dúvida sua passagem pelo ministério e a grande sacudida que fez por lá, buscando implantar a consciência do colaborativismo e do trabalho em rede (que já dá sinais claros de ser a onda do começo da regeneração), das articulações coletivas e da criatividade.
Enfim, sendo breve e não partindo pras discussões das políticas culturais, deixo aqui este singelo agradecimento a nobre pessoa que é o Gil, que nos ultimos meses tem sido fator importante na minha retomada de alto estima com o campo profissional =)






16 de julho de 2011

El Sangue latino.

7 de julho de 2011

(Minha casa incendiou
agora nada obstrui
a visão da lua)
[Mizuta Masahide]


[ Haicai roubado do blogue de Joca Reiners Terron que por sua vez roubou de Cecilia Pavón que por sua vez roubou-o do blogue de Ceci Martinez Ruppel -- cujo link assim como Joca, não encontrei ]

29 de junho de 2011

12 de junho de 2011

Floristas do do Universo

"Nossa alma cresce e amaduresce
se expande em essencias
assim como um jardim se enobresce

flores das mais variadas
cultivadas ao longo das existencias
em nossas moradas

Conquistas sutis, enorme primor
aromas encantadores
inestimável valor

São flores únicas
se desenvolvem, ganham sons e cores
guardam sempre as memórias
do jardineiro que alí a cultivou

Os Amigos são mais que flores
nos universos de cada alma são floristas
transformam jardins
em recantos de sabedoria"

Para o IIº Sarau do Maria Amélia, agradecendo o convite da Nathi e do Washington.